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sábado, 5 de março de 2016

COMO O PILATES ATUA NA DOR CERVICAL

A dor cervical é considerada comum e afeta cerca de 70% dos indivíduos em algum momento de suas vidas (Cagnie et al., 2007). Dados epidemiológicos internacionais indicam que no período de um ano a dor cervical varia entre 17% e 75%, com uma prevalência média de aproximadamente 40% (Fejer et al., 2006).

Depois da lombalgia, a cervicalgia é considerada, em todo o mundo, como a causa mais frequente de consultas médicas e os índices de afastamento do trabalho são semelhantes (Binder, 2007).

Sabe-se que atualmente grande parte da população sente dores na região cervical e muitos são os fatores que predominam para o aumento destes índices. Diariamente recebemos em nosso estúdio alunos com queixas de dores na região cervical, e na maioria das vezes, observamos que este sintoma possui um impacto relevante na qualidade de vida destas pessoas. Portanto, antes de prescrever um programa de exercícios para alunos que apresentam este sintoma, é necessária uma análise postural, estática e dinâmica, para melhor adaptação e instrução dos exercícios utilizados do repertório.

Pilates têm sido amplamente utilizado para melhorar condicionamento físico e reabilitação em geral (Critchley et al., 2011), sendo comumente prescrito para pacientes com dor lombar crônica (Natour et al ., 2015; Wells et al., 2014). Em relação à dor cervical, foi encontrado na literatura somente um estudo piloto envolvendo a utilização deste método no solo para tratamento destes pacientes (Mallin, Murphy, 2013). Existe uma constante busca por intervenções que possam contribuir no tratamento desta síndrome, no entanto, é importante ressaltar que o método Pilates é pouco estudado no contexto científico nestes pacientes.

Desta forma, ao prescrever um programa de exercícios de Pilates para alunos com dor cervical, é indicado que sejam realizadas as adaptações dos exercícios do repertório através da abordagem moderna, evitando desta forma possíveis efeitos adversos relacionados à prática do Pilates. Sinais clínicos como limitações de movimentos da coluna cervical e torácica superior, dores de cabeça e dor irradiada para membros superiores devem ser levados em consideração ao elaborar o programa de exercícios.

Fonte:
Thais Delfino
Fisioterapeuta
Mestre em Ciências do Desporto na Avaliação e prescrição de atividade física para grupos especiais e dor
Especialista em Treinamento Funcional

sábado, 29 de agosto de 2015

PODEMOS SER CRIATIVOS NO PILATES?

Nós sabemos que existe um repertório original dos exercícios que são ou pelo menos deveriam ser respeitados pelos professores de Pilates, mas em algumas formações contemporâneas e reconhecidas internacionalmente, eles sofreram algumas mudanças. Mudanças essas, que são compreendidas diante da própria base do Pilates e fundamentos que foram respeitados pelo simples fato de manter a segurança e a eficiência dos movimentos.

Não sou contra criar exercícios que “não existem” no repertório de Pilates, pelo contrário, já criei muitos, mas prefiro me julgar sendo a favor de “criações possíveis” para qualquer tipo de cliente praticar, ainda mais sabendo que na prática de Pilates não existe contraindicações. Não é isso que todos os estúdios “vendem”?

Por muitas vezes, me deparo com alunos mostrando em seus celulares dizendo para nós professores: ‘’quero fazer esse exercício!’’. Aparentemente, pela imagem ou vídeo, parece lindo e perfeito, mas pela nossa surpresa, aquele foi mais um exercício criado com a base do professor e com o que ele tinha disponível na sala de aula. Ao mesmo tempo, penso que talvez ele tenha esquecido de estudar sua própria “criação”, antes de ensinar para alguém.

Minha sugestão para criarmos exercícios de solo, com ou sem acessórios, ou até mesmo nos equipamentos, é fazer você responder essas perguntas:
Em seu exercício criado…

Os princípios estão presentes?A posição inicial está bem definida?A respiração está coerente em cada movimento do exercício?A especificidade muscular também está clara para o praticante?Existe total segurança durante a execução do exercício?A indicação é para qualquer cliente?Caso o praticante não consiga executar, você também criou modificações?Estão claros, quais serão os possíveis erros e correções que o professor deverá fazer nesse exercício?

Ainda não sei qual sua opinião, mas diante desses pontos, acredito que se para todas essas perguntas sua resposta foi sim… Então, sim, esse exercício que você criou pode ser adaptado ao repertório do Pilates! Mas não esqueça, PRATIQUE PILATES CONSCIENTE!